Com presença da diretoria na mesa de negociação, sindicato reafirma que índice oferecido não garante ganho real e exige valorização efetiva
O Sindicato dos Servidores Públicos do Município de Maceió e Região Metropolitana de Alagoas (Sindspref) marcou posição firme durante reunião da mesa de negociação na Secretaria Municipal de Gestão (Semge), na noite de terça-feira (28), com a secretária Mary Anne Souza. Representando os interesses da categoria, o Sindspref, ao lado de outras cinco entidades, rejeitou a proposta de reajuste salarial de 4,30% para 2026 apresentada pelo prefeito Rodrigo Cunha.
A comitiva do Sindspref na reunião foi composta pelo presidente Sidney Lopes, pelo vice-presidente José Wagner e pelo diretor Marcelo Brasileiro. A presença da diretoria reforça o compromisso do sindicato em estar na linha de frente dos debates que definem o futuro financeiro e a dignidade dos trabalhadores públicos de Maceió.
A contraproposta apresentada pela gestão municipal prevê um pagamento parcelado de uma recomposição salarial de 4,30%, sendo 2% pagos em julho e 2,30% em novembro de 2026. A proposta também inclui o pagamento de uma progressão (2023-2025), apenas em janeiro de 2027.
Para o Sindspref, os números estão distantes dos 10% pleiteados pela categoria e não representam valorização, mas apenas uma recomposição inflacionária baseada no IPCA. O presidente do Sindspref, Sidney Lopes, criticou a contraproposta e disse que esperava um reconhecimento maior por parte do prefeito Rodrigo Cunha.
“A proposta não garante ganho real ao servidor; apenas realiza a recomposição do salário de acordo com a inflação. Esperávamos que o prefeito reconhecesse o trabalho fundamental da categoria com uma valorização que fosse sentida de fato no bolso do trabalhador”, destacou.
Força sindical
A rejeição pelas seis entidades presentes na mesa de negociação (Sindspref, Sindsaúde, Sindacs-AL, Sindas-AL, Sintcomarhp e Sindguarda-AL) demonstra a força da união sindical em Maceió. O Sindspref ressalta que a luta é por um projeto de valorização salarial e da carreira, que impacte diretamente na melhoria da qualidade de vida do servidor e de sua família.
Estudos de impacto financeiro apresentados pelas entidades comprovam que a Prefeitura possui margem orçamentária para avançar na proposta. Atualmente, o gasto com pessoal compromete apenas 40% da receita municipal, índice confortavelmente abaixo do limite prudencial de 54% estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).
O Sindspref e as demais entidades aguardam o agendamento de uma audiência direta com o prefeito para destravar a negociação. A pauta oficial de reivindicações segue mantida:
- Reajuste salarial de 10%;
- Atualização das progressões por mérito e titulação em 2026;
- Valorização da carreira e isonomia;
- Atualização da tabela para os servidores administrativos.

Para cobrar da Prefeitura de Maceió a oferta de uma proposta de reposição salarial consoante aos direitos dos servidores municipais de Maceió, o Movimento Unificado dos Servidores Públicos do Município de Maceió faz uma paralisação de 48h e realiza ato pacífico às 9h na quarta-feira (20) e na quinta-feira (21) na Praça Deodoro, Centro.
Os servidores públicos do município de Maceió rejeitaram por unanimidade proposta de 1,85% sem o pagamento de retroativos feita pela Prefeitura de Maceió para a reposição salarial. A categoria se reuniu na manhã desta terça-feira (5) no Clube Fênix Alagoana.
“Em diversas ocasiões informamos o percentual que queremos para a reposição salarial dos servidores e mostramos o motivo, estão aí tantas notícias que saíram na imprensa desde o começo do ano para provar. Então, não adianta fazer uma reunião para propor 0% ou quase 2%, quando sabe que nossa proposta é 15%. Os gestores a frente do executivo municipal tentam criar um discurso onde não temos definido uma proposta ou então que não estamos dispostos a negociar, quando na verdade são eles que trabalham dessa forma”, esclarece Sidney Lopes.
