Professor, parte essencial do futuro das novas gerações, merece respeito

Por Sidney Lopes,

Presidente do Sindicato dos Servidores Públicos do Município de Maceió e Região Metropolitana do Estado de Alagoas (Sindspref)

 

Onde está o respeito pelo professor? Cadê a dignidade no trabalho? Onde está uma remuneração adequada para o magistério? Comemorar o Dia dos Professores, neste 15 de outubro, também é questionar a situação atual da profissão no Brasil, e em especial em Maceió: dados do relatório de Políticas Eficientes para Professores, da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), revelaram que nos últimos 10 anos, caiu de 7,5% para 2,4% o interesse de estudantes de 15 anos pelo magistério no Brasil.

 

Em Maceió, ser professor é lutar todos os anos por condições adequadas de ensino e de remuneração. Enquanto os políticos, fazem inaugurações de ruas, praças e iluminação pública, a categoria protesta, pois seus salários acumulam perdas desde 2015. Em dez meses, o Executivo Municipal não reajustou o aumento salarial dos profissionais da educação municipal, algo que deve ser feito todo ano em janeiro, e o qual foi garantido pelos vereadores em 2018, ao ser incluso na Lei Orçamentária Anual (LOA).

A atualização dos salários dos servidores públicos está garantida na Constituição Federal inciso X do art. 37, na Lei 10.331/2001, e nas Leis Municipais de Nº 5.898/2010 e Nº 5.241/2002 ― assegurando aos servidores o reajuste salarial anual conforme data-base em janeiro e aplicando-se o percentual baseado no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA), índice que mede a inflação. A categoria pede 16,10% para o reajuste salarial em 2019. O percentual é referente ao Índice Nacional de Preços do Consumidor (IPCA) de 2018, que foi de 4,17%; e às perdas salariais acumuladas, referente aos anos de 2015, 2016, 2017 e 2018.

Um relatório orçamentário e financeiro do Município de Maceió, feito pelo contador da Massayó Contabilidade, Diego Farias de Oliveira, foi entregue ao prefeito de Maceió, Rui Palmeira (PSDB) em junho deste ano, e prova que Maceió é a segunda capital nordestina com melhor desempenho econômico, com um Superávit Primário de R$156,9 milhões. O documento revela que o prefeito pode sim aumentar o salário dos servidores municipais, mas até então não demonstra interesse de trabalhar neste sentido e ainda cria discursos contrários a realidade apresentada pelo relatório.

Desvalorizar o magistério é trabalhar contra o futuro, pois os debates para a melhoria do ensino sempre passam pelo docente. O professor batalha por ele e pelos alunos, pois se não houver mudanças significativas na forma de remunerar o profissional e valorizar a sala de aula, a evasão escolar será cada vez maior e a quantidade de analfabetos funcionais será sempre crescente. Tudo isso, acarreta em grandes consequências para o desenvolvimento socioeconômico do município.

 

Apesar de tantos desafios, muitos ainda se aventuram a ensinar as novas mentes, as gerações que farão a diferença, e para eles toda a minha saudosa congratulação pela força e pela coragem diária. Parabéns a todos os professores pelo seu dia!

Garis recebem suporte do Sindspref e da Fetamal para melhorias trabalhistas

Entidades, trabalhadores e representante da Prefeitura da Barra de Santo Antônio debatem implantação do PCC e melhoria da insalubridade

Com o intuito de garantir o Plano de Cargos e Carreiras (PCC) e o aumento da insalubridade dos garis da Barra de Santo Antônio, o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos do Município de Maceió e Região Metropolitana do Estado de Alagoas (Sindspref), Sidney Lopes, e o vice-presidente da Federação dos Trabalhadores da Administração e dos Serviços Públicos Municipais do Estado de Alagoas (Fetamal),  Ricardo Gomes, participaram de uma reunião na segunda-feira (23) com os trabalhadores e o secretário de infraestrutura municipal, Igor Costa.

De acordo com Sidney Lopes todos os servidores públicos municipais merecem valorização no seu ofício. “Estamos correndo atrás da implantação do Plano de Cargos e Carreiras para valorizar a profissão Gari em Barra de Santo Antônio. Com isso, eles irão garantir maior dignidade com aumento salarial e melhoria de cargo, independente das vontades políticas”, explica o presidente do Sindspref.

O debate sobre a melhoria de oportunidades para a profissão entre trabalhadores e secretário foi finalizado com a intenção de marcar uma próxima reunião com a prefeita da Barra de Santo Antônio, Emanuella Moura (PSDB), para dar andamento a discussão.

Presidente do Sindspref tranquiliza servidores sobre dificuldades financeiras para o pagamento da folha

Sidney Lopes explica para servidores públicos municipais, que comentário do prefeito de Maceió sobre dificuldades financeiras para o pagamento da folha salarial, não tem fundamento

Presidente do Sindspref, Sidney Lopes, foi entrevistado na Rádio Correio AM 1200

O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos do Município de Maceió e Região Metropolitana do Estado de Alagoas (Sindspref), Sidney Lopes, foi a público tranquilizar os servidores públicos municipais de Maceió, após declaração do prefeito de Maceió, Rui Palmeira (PSDB), na terça-feira (17), que afirmou sobre impossibilidade de pagar a folha de pagamento.

Rui Palmeira chamou de direitos excessivos o Plano de Cargos e Carreiras e o Estatuto dos Servidores públicos do município de Maceió com a intenção de colocar a culpa da sua má gestão na remuneração e nos direitos dos trabalhadores municipais. Para Sidney Lopes, o prefeito está, mais uma vez, fazendo uma declaração sem sentido, pois um relatório orçamentário e financeiro do Município de Maceió, feito pelo contador da Massayó Contabilidade, Diego Farias de Oliveira, e entregue ao prefeito em junho deste ano, prova que Maceió é a segunda capital nordestina com melhor desempenho econômico, com um Superávit Primário de R$156,9 milhões.

“Todo o discurso do prefeito é para desviar a atenção da sua administração ineficiente nos investimentos para melhorar a infraestrutura da cidade. Além do relatório contábil monstrar que o prefeito pode realizar o pagamento da folha sem atraso, ele também indica que se houver a diminuição de 11% dos cargos comissionados a administração pública pode realizar a reposição salarial dos trabalhadores sem problemas com a Lei de Responsabilidade Fiscal”, explica Sidney Lopes.

Durante entrevista na manhã de quinta-feira (19) na Rádio Correio AM 1200 de Maceió, o presidente do Sindspref tranquilizou os servidores. “Servidores, fiquem tranquilos, se por acaso o prefeito fizer com a sua equipe um atraso de pagamento vamos pedir uma auditoria na Prefeitura Municipal de Maceió, pois os relatórios contábeis que temos deixa bem claro que não existe nenhuma justificativa para atrasar salários. Entraremos com todos os artifícios jurídicos e de mobilização para que isso não ocorra”, expõe Sidney Lopes.

Os servidores públicos municipais de Maceió pedem um reajuste de 16,10%, valor referente ao IPCA de 2018, que foi de 4,17%; e às perdas salariais acumuladas dos anos de 2015, 2016, 2017 e 2018. O Movimento Unificado dos Servidores Públicos do Município de Maceió conquistou junto aos vereadores a inclusão dos 4,17% para 2019, na Lei Orçamentária Anual (LOA). Até o momento, a Prefeitura Municipal de Maceió não reajustou o salário dos seus trabalhadores.

ACESSO AO ARQUIVO COMPLETO DO PARECER CONTÁBIL ENTREGUE A PREFEITURA MUNICIPAL DE MACEIÓ

MPE arquiva ação contra o “Pacote de Maldades” do prefeito Rui Palmeira

Audiência sobre arquivamento aconteceu na sexta-feira (13)

Ação sindical contra o “Pacote de Maldades” do prefeito de Maceió, Rui Palmeira (PSDB) foi arquivada na manhã de sexta-feira (13), durante uma audiência no Ministério Público Estadual (MPE) com o promotor de justiça, Marcus Rômulo Maia de Mello.

O Movimento Unificado dos Servidores Públicos do Município de Maceió aceitou a proposta do MPE, tendo em vista que os projetos de lei, que alteravam o Plano de Cargos e Carreiras e o Estatuto dos Servidores Públicos Municipais de Maceió, foram retirados da pauta da Câmara Municipal de Maceió.

A alteração dos projetos de lei, que faziam parte do Plano de Contenção de Despesas da Prefeitura Municipal de Maceió, foram publicadas no Diário Oficial do Município (DOM) no dia 2 de abril. O “Pacote de Maldades” prejudicava milhares de servidores públicos municipais, por meio de redução de renda, desvalorização do seu ofício e diversas perdas de direitos trabalhistas conquistados durante décadas.

Prefeito de Maceió, Rui Palmeira (PSDB), retirou “Pacote de Maldades” da Câmara Municipal após reunião com líderes sindicais

Após uma reunião entre os líderes sindicais e o prefeito de Maceió no dia 12 de abril, os projetos de lei foram retirados da pauta da Câmara Municipal de Maceió. Para o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos do Município de Maceió e Região Metropolitana do Estado de Alagoas (Sindspref), Sidney Lopes, o arquivamento deste processo é apenas o encerramento de uma batalha.

“Estamos finalizando este processo, pois ele não tem mais sentido, já que fomos vitoriosos nesta batalha contra a retirada de direito dos trabalhadores. Mas a luta para que o Executivo Municipal valorize o trabalhador e garanta seriedade no pagamento dos seus funcionários continua, pois ainda estamos cobrando a nossa reposição salarial”, ressalta Sidney Lopes.

Os servidores públicos municipais de Maceió pedem um reajuste de 16,10%, valor referente ao IPCA de 2018, que foi de 4,17%; e às perdas salariais acumuladas dos anos de 2015, 2016, 2017 e 2018. O Movimento Unificado dos Servidores Públicos do Município de Maceió conquistou junto aos vereadores a inclusão dos 4,17% para 2019, na Lei Orçamentária Anual (LOA). Até o momento, a Prefeitura Municipal de Maceió não reajustou o salário dos seus trabalhadores.

Em Maceió, 25º Grito dos/as Excluídos/as acontece sábado

Evento será realizado a partir das 8h na Praça Sinimbu

Centrais sindicais e movimento estudantil juntam-se às pastorais sociais da Igreja Católica para realizar uma grande manifestação com o 25º Grito dos/as Excluídos/as, que acontece sábado (7), no Dia da Independência do Brasil. O evento, que tem como tema “Este sistema não vale! Lutamos por Justiça, Direitos e Liberdade!” inicia suas atividades às 8 horas, na Praça Sinimbu.

Em 2019, os gritos serão contra a reforma da Previdência, o desemprego, a exclusão social, o corte de recursos na Educação, na Habitação, e pela destruição do meio ambiente. O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos do Município de Maceió e Região Metropolitana do Estado de Alagoas (Sindspref), Sidney Lopes, convoca toda a categoria para participar da ação.

“Somos a favor de um Brasil onde os trabalhadores tenham dignidade na aposentadoria e que nossos filhos e netos possam ter educação de ótima qualidade. Esta manifestação servirá para mostrar mais uma vez a insatisfação do povo diante das injustiças impetradas pelo governo do presidente Jair Bolsonaro”, enfatiza Lopes.

Protesto de servidores públicos chama atenção à falta de compromisso da Prefeitura de Maceió com o trabalhador

Categoria realizou protesto contra os 0% de reposição salarial, na manhã desta segunda-feira (29), em semáforos na Avenida Fernandes Lima

A reposição salarial anual do servidor público municipal de Maceió está garantida pela Constituição Federal e pela Legislação Municipal, mesmo assim, o prefeito de Maceió, Rui Palmeira (PSDB), não atualizou em nada o salário dos trabalhadores, que desde 2015 sofrem com perdas salariais. É por essa questão, que na manhã desta segunda-feira (29), os servidores protestaram com faixas, cartazes, carro de som e panfletos contra a gestão de Rui Palmeira, em semáforos na Avenida Fernandes Lima.

Desde janeiro, o Movimento Unificado dos Servidores Públicos do Município de Maceió tenta negociar a remuneração da categoria solicitando 16,10% para a reposição salarial em 2019. O percentual é referente ao Índice Nacional de Preços do Consumidor (IPCA) de 2018, que foi de 4,17%; e às perdas salariais dos anos de 2015, 2016, 2017 e 2018. São quatro anos, em que cerca de 20 mil servidores não conquistam ganhos reais em seus salários.

Após oito meses em luta pela data-base, o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos do Município de Maceió e Região Metropolitana do Estado de Alagoas (Sindspref), Sidney Lopes, expõe às táticas da gestão do prefeito Rui Palmeira contra os trabalhadores.

“Já provamos ao prefeito, ao secretário de gestão e ao secretário de finanças, que é possível e necessário ganhos reais na remuneração do servidor público municipal, mas eles criam desculpas sem sentido, para até hoje não cumprir com a legislação federal e municipal. É de conhecimento de todos que Maceió não está falida, que na verdade está ganhando mais dinheiro do que gastando. Mas os gastos do prefeito só beneficiam grandes empresários”, esclarece Sidney Lopes.

O protesto desta segunda-feira é o primeiro de vários que irão acontecer na cidade com o intuito de mostrar para a população a falta de compromisso dos gestores públicos com os maceioenses, que aumentam as taxas municipais e desvalorizam o trabalhador.

 

LEGISLAÇÃO

A atualização dos salários dos servidores públicos está garantida na Constituição Federal inciso X do art. 37, na Lei 10.331/2001, e nas Leis Municipais de Nº 5.898/2010 e Nº 5.241/2002 ― assegurando aos servidores o reajuste salarial anual conforme data-base em janeiro e aplicando-se o percentual baseado no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA), índice que mede a inflação.

PARECER CONTÁBIL

O relatório orçamentário e financeiro do Município de Maceió feito pelo contador da Massayó Contabilidade, Diego Farias de Oliveira, a pedido do Movimento Unificado dos Servidores Públicos do Município de Maceió, foi entregue no dia 1º de julho ao secretário municipal de Gestão, Reinaldo Braga, e ao secretário municipal de Economia, Fellipe Mamede.

O estudo analisou os dados obtidos nos relatórios bimestrais (RREO) e quadrimestrais (RGF), publicados no SICONFI – Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro (www.siconfi.gov.br) e no site da Prefeitura de Maceió (http://www.transparencia.maceio.al.gov.br/), no dia 30 de maio de 2019, em atraso, em descumprimento ao disposto no artigo 9º, §4º da Lei de Responsabilidade Fiscal (LC nº. 101/2000) e objeto de requerimento em plenário da Câmara Municipal de Maceió, pelo Vereador Galba Novais Netto (PMDB) em 11/06/2019.

O parecer contábil revela que a Receita Total de R$727,4 milhões e a Despesa Total realizada no valor de R$570,4 milhões, resultaram em um Superávit Primário de R$156,9 milhões de reais. “Os números apurados apontam para a manutenção do equilíbrio fiscal e tonelagem para reajuste dos servidores públicos da Prefeitura de Maceió acima do IPCA para que estes possuam ganhos reais”, explica o relatório.

DO MOVIMENTO UNIFICADO DOS SERVIDORES AOS MACEIOENSES!

O Movimento Unificado dos Servidores Públicos de Maceió, através de suas entidades sindicais, pede a ATENÇÃO e o APOIO IMPRESCINDÍVEL da população maceioense, tendo em vista a POSTURA ANTIDEMOCRÁTICA praticada pela Prefeitura de Maceió, a partir da orientação e postura exercidas pelo chefe do Executivo municipal, Sr. Rui Palmeira, que, até o presente momento, FECHA todos os canais de negociação no que diz respeito à nossa campanha salarial unificada – cuja data-base é janeiro de 2019.

Em 02 de abril passado, a Prefeitura de Maceió publicou no Diário Oficial do Município o Decreto nº 8.703, atacando frontalmente o Plano de Cargos, Carreira e Salários e o Estatuto dos Servidores Públicos Municipais. Logo batizado de “PL (Projeto de Lei) da Fome” pelos/as servidores/as e sindicatos, o decreto foi enviado, em 09 de abril, à Câmara de Vereadores para ser “votado e aprovado às pressas e às escondidas”. Graças à luta dos/as trabalhadores/as, inclusive com a invasão do prédio da Câmara, o PL não foi votado e está arquivado até o presente momento.

De lá para cá, completamos 04 meses de TENTATIVAS FRUSTRADAS de negociação e diálogo, encontrando as portas da Prefeitura de Maceió sempre FECHADAS! A última informação repassada pelo prefeito Rui Palmeira, através de seus secretários, ao Movimento Unificado e aos/às servidores/as é a de que “só haverá discussão de reajuste salarial com a retomada da votação do ‘PL da Fome’ na Câmara de Vereadores”.

Os/as servidores/as públicos/as municipais vêm acumulando PERDAS SALARIAIS sucessivas, que se agravam com os AUMENTOS EXTORSIVOS a cada ano praticados pela Prefeitura de Maceió contra as categorias e, principalmente, contra todos/as os/as contribuintes. Este ano, por exemplo, o prefeito reajustou o IPTU em 5% (cinco por cento), e, PIOR, a “Taxa de Lixo” (tarifa incluída no próprio IPTU), em alguns casos teve um REAJUSTE ACIMA DE 200% (DUZENTOS POR CENTO)!!!

Mas, tentando ESCONDER que não falta DINHEIRO EM CAIXA e que as finanças do Município de Maceió estão entre as MELHORES do Nordeste, o Sr. Rui Palmeira prefere NÃO ABRIR negociações, porque sabe muito bem que o Movimento Unificado dos Servidores Públicos tem ESTUDO FINANCEIRO que COMPROVA (!) que a prefeitura tem, sim, “saúde financeira” para dar GANHOS REAIS nos salários dos/as servidores/as de todas as categorias!

Sr. Prefeito, não tenha MEDO DA VERDADE! Não FUJA ao diálogo! VALORIZANDO, de verdade, os/as servidores/as públicos – que são o maior ativo do Município de Maceió -, o senhor estará VALORIZANDO a população maceioense, que é quem, através dos impostos que o Sr. AUMENTA a cada ano, paga os nossos salários (QUE ESTÃO “CONGELADOS!”), e que merece ter o retorno em termos de atenção e serviços (educação, saúde, saneamento básico etc).

Pedimos, então, o APOIO IMPRESCINDÍVEL de cada maceioense à nossa luta de recomposição salarial, tendo como parâmetro a data-base unificada (janeiro/2019). Reivindicamos a reposição inflacionária de 2015 A 2019, ou seja, um percentual de 16,10%. E não podemos aceitar retirada de direitos, como quer o prefeito com seu “PL da Fome”.

À população de Maceió, deixamos o nosso MUITO OBRIGADO!

Sem reposição salarial, servidores públicos municipais de Maceió começam onda de protestos

Categoria realiza primeira ação na segunda-feira (29), no semáforo em frente ao Palato Farol, às 7h

Reposição salarial de 0%. É por este motivo, que os servidores públicos do município de Maceió decidiram iniciar uma onda de ações contra o prefeito de Maceió, Rui Palmeira (PSDB). Os trabalhadores começam as atividades de repúdio à administração municipal com um protesto na segunda-feira (29), no semáforo em frente ao Palato Farol, às 7h.

Dirigentes sindicais se reuniram para definir ações contra reposição de 0%

As atividades, com o intuito de garantir a reposição salarial de 2019 com ganhos reais no salário dos funcionários da prefeitura, foram decididas após uma reunião do Movimento Unificado dos Servidores Públicos do Município de Maceió, que aconteceu na noite de terça-feira (23) na sede do Sindicato dos Médicos de Alagoas (Sinmed), no Trapiche da Barra.

Depois de dezenas de reuniões entre gestão municipal e sindicatos, ficou claro para o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos do Município de Maceió e Região Metropolitana do Estado de Alagoas (Sindspref), Sidney Lopes, que o prefeito Rui Palmeira está agindo de forma covarde com os trabalhadores.

Presidente do Sindspref, Sidney Lopes

“O parecer contábil entregue aos gestores municipais é prova de que a Prefeitura Municipal de Maceió pode sim dar ganhos reais nos salários dos servidores. Portanto, não tem razão para a reposição salarial, com data-base em janeiro, ainda não ter saído. Ter que ficar cobrando algo que é nosso por direito é degradante”, expõe Sidney Lopes.

Todos os meios para conquistar a garantia do direito dos trabalhadores estão sendo executadas e o protesto é uma das melhores formas de mostrar para a população o que está acontecendo. “Convocamos todos os servidores e seus familiares para fazerem parte desta luta. Uma luta do cidadão de bem, contra a submissão das vontades dos políticos, que mesmo tendo como pagar, não o fazem”, explica o presidente do Sindspref.

PARECER CONTÁBIL

O relatório orçamentário e financeiro do Município de Maceió feito pelo contador da Massayó Contabilidade, Diego Farias de Oliveira, a pedido do Movimento Unificado dos Servidores Públicos do Município de Maceió, foi entregue no dia 1º de julho ao secretário municipal de Gestão, Reinaldo Braga, e ao secretário municipal de Economia, Fellipe Mamede.

O estudo analisou os dados obtidos nos relatórios bimestrais (RREO) e quadrimestrais (RGF), publicados no SICONFI – Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro (www.siconfi.gov.br) e no site da Prefeitura de Maceió (http://www.transparencia.maceio.al.gov.br/), no dia 30 de maio de 2019, em atraso, em descumprimento ao disposto no artigo 9º, §4º da Lei de Responsabilidade Fiscal (LC nº. 101/2000) e objeto de requerimento em plenário da Câmara Municipal de Maceió, pelo Vereador Galba Novais Netto (PMDB) em 11/06/2019.

O parecer contábil revela que a Receita Total de R$727,4 milhões e a Despesa Total realizada no valor de R$570,4 milhões, resultaram em um Superávit Primário de R$156,9 milhões de reais. “Os números apurados apontam para a manutenção do equilíbrio fiscal e tonelagem para reajuste dos servidores públicos da Prefeitura de Maceió acima do IPCA para que estes possuam ganhos reais”, explica o relatório.

Arrocho salarial dos servidores públicos municipais de Maceió é desnecessário, aponta relatório orçamentário e financeiro

Maceió teve um Superávit Primário de R$156,9 milhões

Maceió é segunda capital nordestina com melhor desempenho econômico, com um Superávit Primário de R$156,9 milhões. É o que revela um relatório orçamentário e financeiro do Município de Maceió feito pelo contador da Massayó Contabilidade, Diego Farias de Oliveira, a pedido do Movimento Unificado dos Servidores Públicos do Município de Maceió. O estudo se contrapõe ao Ofício 366/2019-GS/SEMGE de 10/06/2019, e aponta muitas contradições nas informações dadas pelo secretário municipal de Gestão, Reinaldo Braga, e pelo secretário municipal de Economia, Fellipe Mamede, durante as reuniões com a mesa de negociação dos servidores públicos municipais de Maceió.

De acordo com o Poder Executivo, a capital alagoana está caminhando a passos rápidos para uma falência e por isso deve-se cortar direitos e garantias dos servidores públicos municipais e não tem possibilidade de dar a reposição salarial de acordo com a data-base de janeiro, nem em 2019 ou nenhum ano a frente. Os gestores também alegam ser impossível oferecer um percentual, que oferte ganhos reais aos trabalhadores.

Tudo isso é uma incoerência, pois outra situação é encontrada ao analisar os dados obtidos nos relatórios bimestrais (RREO) e quadrimestrais (RGF), publicados no SICONFI – Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro (www.siconfi.gov.br) e no site da Prefeitura de Maceió (http://www.transparencia.maceio.al.gov.br/), no dia 30 de maio de 2019, em atraso, em descumprimento ao disposto no artigo 9º, §4º da Lei de Responsabilidade Fiscal (LC nº. 101/2000) e objeto de requerimento em plenário da Câmara Municipal de Maceió, pelo Vereador Galba Novais Netto (PMDB) em 11/06/2019.

A Receita Total de R$727,4 milhões e a Despesa Total realizada no valor de R$570,4 milhões, resultaram em um Superávit Primário de R$156,9 milhões de reais. “Os números apurados apontam para a manutenção do equilíbrio fiscal e tonelagem para reajuste dos servidores públicos da Prefeitura de Maceió acima do IPCA para que estes possuam ganhos reais”, explica o relatório.

Para o presidente do presidente do Sindicato dos Servidores Públicos do Município de Maceió e Região Metropolitana do Estado de Alagoas (Sindspref), Sidney Lopes, o documento deixa claro que a categoria deve receber todos os seus direitos garantidos por lei. “É um absurdo a gente ter que passar sete meses do ano correndo atrás dos nossos direitos e provando por A mais B, que sim é possível pagar tudo o que os trabalhadores merecem”, ressalta Sidney Lopes.

Na segunda-feira (1º), o Movimento Unificado dos Servidores Públicos de Maceió entregou o relatório orçamentário e financeiro ao secretário municipal de Gestão, Reinaldo Braga, e ao secretário municipal de Economia, Fellipe Mamede, durante reunião da mesa de negociação.