Brasileiros rejeitam reforma da Previdência

Manifestações em todo o Brasil demonstram insatisfação do trabalhador com a PEC 06/2019

 

A retirada de benefícios e direitos dos trabalhadores não é permitido por milhões de brasileiros, que saíram às ruas em protesto durante o Dia Nacional de Luta em Defesa da Previdência, que aconteceu na sexta-feira (22). Em Maceió, um ato pacífico foi iniciado na Praça Centenário às 15h com milhares de pessoas, que caminharam ao som de discursos alertando sobre as injustiças da Proposta de Emenda Constitucional nº 06/2019, entregue aos parlamentares pelo Governo Federal no dia 20 de fevereiro de 2019.

Faixas, cartazes, músicas e batuques também compartilhavam a insatisfação com o Governo Bolsonaro e sua proposta de reforma da Previdência. Sindicatos municipais e estaduais, centrais sindicais, movimentos sociais e estudantes participaram de forma expressiva da manifestação, que envolveu a todos até o centro da cidade.

União, luta, defesa e mobilização são os grandes interesses de todos que participaram do evento. Para o vice-presidente do Sindicato dos Servidores Públicos do Município de Maceió e Região Metropolitana do Estado de Alagoas (Sindspref), Thiago Acioly, o trabalhador deve conquistar mais direitos e não os perder.

Vice-presidente do Sindspref, Thiago Acioly

“Não podemos baixar a cabeça para o Governo Federal, pois o político não sabe o que é sair de casa às 6h e chegar às 20h de segunda a sexta e às vezes aos sábados, sem falar nas profissões que trabalham fim de semana e feriado. Não podemos esperar sentados a retirada do nosso direito à aposentadoria. Devemos nos unir e persistir na luta em defesa de tudo que conquistamos até hoje”, ressalta Acioly.

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Dia Nacional de Luta em Defesa da Previdência acontece sexta-feira (22)

Em Maceió, concentração será às 15h, na Praça Centenário

 

As centrais sindicais e os movimentos sociais de todo o Brasil estão unidos contra a reforma previdenciária. Pensando em barrar todas as injustiças promovidas pela Proposta de Emenda Constitucional nº 06/2019, que foi entregue aos parlamentares pelo Governo Federal no dia 20 de fevereiro de 2019; será realizado em todo o Brasil, o Dia Nacional de Luta em Defesa da Previdência na próxima sexta-feira (22). Em Maceió, a concentração será às 15h, na Praça Centenário.

 

Para o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos do Municipio de Maceió e Região Metropolitana do Estado de Alagoas (Sindspref), Sidney Lopes, é de grande importância que toda a população esteja envolvida para lutar contra todas as consequências cruéis para os trabalhadores e trabalhadoras. “Não deixe que os políticos tirem o seu direito à aposentadoria. Qual o motivo de contribuir, se nem você nem a sua família, irão poder usufruir do seu esforço e dedicação ao longo de tantos anos de trabalho? Quem tem que pagar pelos erros são os políticos! E não a população”, reforça Sidney Lopes.

Se aprovada, a reforma da Previdência do Governo Bolsonaro irá trazer diversas consequências para o futuro dos brasileiros. As mulheres irão trabalhar mais e receber menos, os idosos em situação de miserabilidade irão viver em pobreza extrema; todos terão que contribuir durante 40 anos para poder tirar 100% do benefício, a pensão por morte será cortada em 50%, o dinheiro do contribuinte irá direto para o acumulo de riqueza dos bancos, com o sistema de capitalização.

O jovem, o idoso, o luto, a mulher e a reforma da Previdência

Por Sidney Lopes, presidente do Sindicato dos Servidores Públicos do Município de Maceió e Região Metropolitana do Estado de Alagoas (Sindspref)

 

Presidente do Sindspref, Sidney Lopes

O imediatismo do governo em querer de toda forma alterar o curso cambaleante da economia, pode criar sérios problemas no futuro, como: uma fuga dos jovens contribuintes e um desânimo geral dos trabalhadores. É contra todas as injustiças da reforma previdenciária, que será realizado em todo o Brasil o Dia Nacional de Luta em Defesa da Previdência, na próxima sexta-feira (22). Aqui, em Maceió, a concentração será às 15h, na Praça Centenário.

Em um país que a carteira assinada recua enquanto que o trabalho informal cresce. Em um Brasil de jovens, que demoram para terminar os estudos, delongam a morada na casa dos pais e adiam o início da sua contribuição previdenciária.  Em um momento em que as mulheres ganham maior valor social e ao mesmo tempo a desigualdade de gênero ainda é forte. A reforma da Previdência como está deve ser repensada.

“Se você ganha mais, você paga mais”, esta é a frase de efeito de todos os defensores da Proposta de Emenda Constitucional nº 06/2019, entregue aos parlamentares pelo Governo Federal no dia 20 de fevereiro. Mas prestem bem atenção: idosos em condições de miserabilidade e famílias em luto, também vão pagar caro se a PEC for aprovada. Além é claro, do aumento do tempo de trabalho para 40 anos de contribuição, se o trabalhador quiser conquistar 100% do seu benefício.

Qual jovem de 30 anos, que ainda não contribuiu para o INSS vai querer contribuir? Ter uma parcela do seu salário retirada todo mês por 40 anos, para um sonho inatingível – para ele pelo menos – que vê uma aposentadoria aos 65 ou 70 anos de idade, para conquistar os 100%. É muito fácil falar que todo mundo tem que fazer sacrifícios para a economia brasileira voltar a girar, enquanto que os políticos que votam nas PECs, ainda luxam e enchem seus bolsos com dinheiro público.

Na reforma da Previdência do governo Bolsonaro uma pessoa que vive em situação de miserabilidade, ao completar 60 anos e se tornar idoso, não terá mais o benefício de receber um salário mínimo. Ele terá direito a R$400,00, os quais não serão atualizados de acordo com a inflação, chegando ao momento em que esses R$400,00 de hoje, valerá R$100,00 ou até menos. Os idosos do nosso Brasil, terão que subsistir por mais 10 anos com este valor para quando completar seus 70 anos, se chegarem é claro, receber o benefício de um salário mínimo.

Ainda temos que ressaltar outra injustiça desta PEC, que é com a pensão por morte. Imagine você casado ou casada, que passou a vida cuidando da sua família e do nada o provedor da família morre. Hoje, você fica coberto, pois você recebe 100% do benefício até o teto do INSS, mais 70% do que passar desse valor. Com a reforma da Previdência, além da tristeza de perder o seu ente querido, você também vai perder mais de 50% da sua renda, pois terá direito apenas a 50% do benefício, sendo acrescido apenas 10% para cada dependente. Algumas pessoas vão passar necessidade, pois viverão com menos de um salário mínimo por mês.

As mulheres, também fazem parte dos prejudicados. As brasileiras terão o valor do benefício menor, mesmo trabalhando mais ou igual aos homens. A mulher terá que contribuir por 40 anos para ter 100% do benefício, como os homens. A mulher só terá 3 anos de diferença dos homens para se aposentar por idade, que será aos 62 anos. O benefício da mulher será a média de todos os salários da vida profissional dela, assim como os homens.

Para ser justo com as mulheres a reforma da previdenciária do governo Bolsonaro deveria considerar muitas questões, como: a terceira jornada de trabalho, o corpo e a saúde feminina, elas se cansam mais que os homens em uma jornada de trabalho de 8 horas e, com a chegada do envelhecimento, vem problemas de saúde, como a menopausa, que os homens não sofrem. Por isso, a média salarial, o tempo de contribuição e a idade para as mulheres deveriam ser melhores estudados.

Será que são as mulheres, os jovens adultos brasileiros, os idosos e as famílias em luto que devem pagar pela irresponsabilidade dos gestores públicos com o dinheiro do trabalhador? Qual a ideia que passamos para nossos filhos sobre o cuidado com o idoso, se até o governo não quer essa responsabilidade? Como criar uma sociedade mais empática, mais saudável, mais proativa se o próprio presidente não oferece meios para isso?

Vamos questionar e nos fazer ouvir, pois nossa oposição com foco em uma sociedade mais justa é o que fortalece a democracia. Participem no dia 22 do Dia Nacional de Luta em Defesa da Previdência!

A reforma da Previdência vai dar continuidade a desigualdade salarial entre homens e mulheres

Mulheres vão trabalhar mais e ganhar menos com a reforma previdenciária de Bolsonaro

 

Com a reforma da Previdência a mulher terá que contribuir por 40 anos para ter 100% do benefício | Foto: rawpixel.com

A mulher brasileira ganha em média 20,5% menos que o homem. As brasileiras são mais escolarizadas que os homens e mesmo assim possuem uma maior dificuldade para conseguir emprego. Em 2018, o valor médio da hora trabalhada foi de R$ 13 para as mulheres, enquanto que a hora trabalhada por um homem era de R$14,20. Em profissões predominantemente masculina, como engenheiros de minas, metalúrgicos e afins, a diferença salarial é exorbitante: enquanto que os homens recebem um salário médio de R$ 11.922,40, as mulheres recebem uma remuneração média de R$ 5 mil na mesma profissão.

 

Todos esses dados foram divulgados nesta sexta-feira (8), Dia Internacional da Mulher, no Estudo Especial sobre Diferenças no Rendimento do Trabalho de Mulheres e Homens nos Grupos Ocupacionais com base nas informações levantadas pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), do IBGE ( Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

 

Como podemos aceitar que as mulheres trabalhem em cargos iguais e ganhem bem menos que os homens? Que sejam mais especializadas e mesmo assim, ocupem cargos inferiores? Que as oportunidades entre homens e mulheres não sejam as mesmas? E que a reforma da previdência do Bolsonaro faça a mulher trabalhar mais e ganhar menos?

 

Presidente do Sindspref, Sidney Lopes

Estas questões foram abordadas por Sidney Lopes, presidente do Sindicato dos Servidores Públicos do Município de Maceió e Região Metropolitana do Estado de Alagoas (Sindspref). Para ele a Proposta de Emenda Constitucional nº 06/2019, reforma da Previdência, entregue aos parlamentares pelo Governo Federal em 20 de fevereiro trás à tona a desigualdade de gênero. “Até na aposentadoria as mulheres terão o valor do benefício menor, mesmo trabalhando mais ou igual aos homens”, afirma Sidney Lopes.

 

“A mulher terá que contribuir por 40 anos para ter 100% do benefício, como os homens. A mulher só terá 3 anos de diferença dos homens para se aposentar por idade, que será aos aos 62 anos. O benefício da mulher será a média de todos os salários da vida profissional dela, assim como os homens. Para ser justo com as mulheres a reforma da previdência do governo Bolsonaro deveria considerar muitas questões em relação as mulheres brasileiras”, explica o presidente do Sindspref.

 

Em todo o mundo, o Dia Internacional da Mulher, é um momento de reflexão e protestos, por isso diante dos dados divulgados pelo IBGE e do texto da reforma previdenciária, Sidney Lopes explora as seguintes questões que devem ser analisadas pelos deputados e senadores antes de aprovarem o texto do presidente Jair Bolsonaro.  

 

“Tenho mãe, esposa, irmãs e uma filha pequena, por isso não consigo aceitar que as mulheres trabalhem por mais horas e ganhe menos que os homens, como também não aceito que tenham cargos inferiores apesar de serem mais especializadas. A reforma previdenciária só irá reforçar ainda mais essa desigualdade. O governo deve levar em conta, que ao sair do trabalho a mulher continua trabalhando, pois, a responsabilidade sobre os filhos e a casa continua predominantemente dela. Além de tudo isso, deve considerar que fisicamente a mulher se cansa mais que o homem em uma jornada de trabalho de 8 horas e, que também com a chegada do envelhecimento, vem problemas de saúde, como a menopausa, que os homens não sofrem. Por isso, a média salarial, o tempo de contribuição e a idade para as mulheres deveriam ser melhores estudados por este governo que nos rege”, expõe Sidney Lopes, presidente do Sindspref.

A Proposta de Emenda Constitucional nº 06/2019 tem um longa tramitação pela frente com previsão de ser finalizada em setembro após as votações na Câmara dos Deputados, Senado e por fim com a sanção presidencial.

Os maiores prejudicados pela MP 873 são os trabalhadores, explica presidente do Sindspref

Sem atuação sindical, trabalhadores ficam a mercê da ganância de seus empregadores

Presidente do Sindspref, Sidney Lopes, fala sobre a MP 873

Enquanto a maioria dos brasileiros estavam sem prestar atenção às notícias, com o clima de festa batendo forte em seus corações, atualizando status das redes sociais e marcando para se encontrar com amigos e familiares; o presidente Jair Bolsonaro anunciava mais um artifício político para o enfraquecimento dos direitos trabalhistas. Foi às vésperas do carnaval, a maior festa do popular do Brasil, que o presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Economia, Paulo Guedes, assinaram a Medida Provisória 873, que foi publicada em edição extra do “Diário Oficial da União” da sexta-feira (1º).

A maior consequência da MP 873 é a alteração do artigo 582, que impede o recolhimento de mensalidade e contribuição sindical por desconto em folha de pagamento. Agora, os sindicatos devem enviar boleto bancário para a residência do associado ou, quando este não puder receber em seu endereço, a cobrança pode ser enviada para a empresa.

Os sindicatos deverão se adaptar a um novo modelo de cobrança de forma imediata, sem período de adequação, além de aumentar gasto com funcionários e taxas bancárias para emissão de boletos. Nesse contexto, só quem ganha com isso são os bancos, os empregadores e o governo, ao enfraquecer a forma como os sindicatos recebem seus recursos. Dinheiro este, utilizado para manter serviços essenciais aos associados, além do desenvolvimento de ações e políticas que protegem o trabalhador contra a negligência e ganância dos empregadores.

Para Sidney Lopes, presidente do Sindicato dos Servidores Públicos do Município de Maceió e Região Metropolitana do Estado de Alagoas (Sindspref) a MP 873 não trata apenas de autorizar o pagamento da mensalidade e contribuição sindical, algo que já estava na Reforma Trabalhista; ela atua como mais um desserviço ao cidadão, já que os sindicatos terão que enviar boletos e o trabalhador terá que ir ao banco ou a loteria pagar por este boleto, todo mês.

“Todo valor que sai do salário do trabalhador para a conta do Sindspref, volta para o trabalhador em forma de serviços e conquistas. O recurso proveniente da mensalidade do associado e da contribuição sindical proporcionou o Plano de Cargos e Carreiras dos servidores públicos municipais, os aumentos salariais todo ano, os pagamentos de progressão, o impedimento de retirada de direitos pelo legislativo municipal; além de benefícios como dentista, assessoria jurídica, assessoria contábil, descontos em planos de saúde, cursos superiores, cursos técnicos e escolas particulares para filiado e seus parentes de 1º grau”, reforça Sidney Lopes.

A contribuição sindical não produz recursos apenas para sindicatos, federações e confederações; 20% do seu valor vai para uma “conta especial emprego e salário”, administrada pelo Ministério do Trabalho e Emprego, que tem como um das entidades que recebem recursos o  Fundo de Amparo do Trabalhador (FAT), que custeia programas de seguro-desemprego, abono salarial, financiamento de ações para o desenvolvimento econômico e geração de trabalho, emprego e renda.

A Medida Provisória editada já está em vigor e tem força de lei, porém ela deve ser votada em até 120 dias pelo Congresso Nacional para continuar valendo.

Servidores públicos de Maceió tem direito a saque do FGTS

Contratados anteriores a 1992 podem ter saldo do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço para resgate

Dinheiro inesperado sempre é bem-vindo, principalmente para os servidores públicos municipais de Maceió, que estão desde 2015 acumulando perdas salariais. Foi publicado no Diário Oficial do Município de Maceió de 8 a 11 fevereiro, uma ótima notícia para os trabalhadores ativos e inativos, que tiveram os seus contratos desde o advento da Lei 4.126, de 11 de fevereiro de 1992.

A Secretaria Municipal de Gestão (Semge) convocou todos os servidores listados nas páginas 27 a 33 do Diário Oficial Municipal para comparecer em qualquer agência da Caixa Econômica Federal para efetuarem o saque do saldo existente nas contas do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), com os seguintes documentos: Carteira de Trabalho (CTPS), RG, CPF, comprovante de residência, PIS/Pasep.

Se houver alguma inconsistência nas contas ou alguma pendência de documentos, o servidor deve comparecer na sede da Semge, onde existe um guichê exclusivo para atendimento do FGTS, no setor de protocolo, de 8h às 14h, até o dia 28 de fevereiro. Em caso de dúvida ligue: (82)  3315-7317

Rui Palmeira ignora servidores públicos municipais

Presidente do Sindspref desabafa sobre desrespeito com os trabalhadores

A data-base do servidor público municipal de Maceió é em janeiro, mas o prefeito de Maceió, Rui Palmeira (PSDB) não retorna ligações, mensagem por aplicativo de smartphone ou até mesmo ofícios do Sindicato dos Servidores Públicos do Município de Maceió e Região Metropolitana do Estado de Alagoas (Sindspref) e dos outros oito sindicatos participantes do Movimento Unificado dos Servidores Públicos do Município de Maceió. Esse fato foi revelado durante a Assembleia Geral realizada na manhã de segunda-feira (4), no auditório do Sindicato dos Bancários de Alagoas, Centro.

O desrespeito com o trabalhador fica evidente com a atitude do chefe do executivo municipal, que ignora as Leis Municipais de Nº 5.898/2010 e Nº 5.241/2002. As duas leis asseguram aos servidores o reajuste salarial anual conforme data-base em janeiro e aplicando-se o percentual baseado no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA), índice que mede a inflação.

Para o presidente do Sindspref, Sidney Lopes, este é o momento de todos os servidores municipais se unirem para lutar pelos seus direitos garantidos, pois deixar na mão dos gestores públicos a decisão de dar o aumento dos salários ou não; é ter a certeza de não se conseguir nada.

“Se a gente não reagir, não se fazer ouvir. Ele vai ficar empurrando com a barriga a mesa de negociação, da mesma forma como fez ano passado. Servidor, efetivo ou aposentado, não se menospreze, garanta os seus direitos. Não deixe que a perseguição te derrube, venha para a rua, para as Assembleias, participe do movimento, pois só com a participação de todos podemos fazer a diferença!”, convida Sidney Lopes.

Em dezembro, o Movimento Unificado conseguiu junto aos vereadores a inclusão dos 4,17% de reajuste salarial para 2019 referente ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), na Lei Orçamentária Anual (LOA). Mas até então, a Prefeitura Municipal de Maceió não enviou o aumento da categoria e muito menos sinalizou nenhuma proposta ou conversa com os sindicatos.

Diante deste cenário, Sidney Lopes faz um apelo aos trabalhadores. “Mesmo que você esteja sendo perseguido no seu local de trabalho, como está acontecendo com muitos servidores que participam do movimento sindical, não baixe sua cabeça. Esta é uma das ferramentas que a gestão do Rui Palmeira usa para tentar enfraquecer a categoria. Não se intimide, pois o que estamos cobrando aqui é apenas que ele cumpra a legislação municipal e que todos os servidores públicos do município tenham seus direitos atendidos”, expõe o presidente do Sindspref.

Desde o dia 10 de janeiro todos os sindicatos integrantes do Movimento Unificado dos Servidores Públicos do Município de Maceió enviaram ofício para a Prefeitura Municipal de Maceió com o requerimento dos 16,10% para o reajuste salarial em 2019. O percentual é referente ao Índice Nacional de Preços do Consumidor (IPCA) de 2018, que foi de 4,17%; e às perdas salariais dos anos de 2015, 2016, 2017 e 2018.

EDITAL DE CONVOCAÇÃO – ASSEMBLEIA GERAL DIA 4 DE FEVEREIRO 2019

A DIRETORIA DO SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS MUNICIPAIS DE MACEIÓ E REGIÃO METROPOLITANA DO ESTADUAL DE ALAGOAS – SINDSPREF, em conformidade com os arts. 65,66,67 e 77 do Estatuto do Sindicato, vem convocar todos os servidores públicos municipais sindicalizados a participarem de Assembleia Geral Extraordinária Assembleia Geral Extraordinária, a ser realizada na segunda-feira (04), às 9h00 para primeira convocação e 9h30 para segunda convocação, no auditório do Sindicato dos Bancários de Alagoas, Rua Barão de Atalaia, 50 – Centro, Maceió. Para discutir a respeito de:

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– Data-base 2019;

– Encaminhamentos de luta, por falta de interesse do município em realizar reuniões com a Mesa de Negociação Coletiva, para atender a solicitação dessa entidade, de acordo com o Ofício de nº 007/2019 de 10 de janeiro de 2019.­­

 

Contamos com sua presença!

Presidente do Sindspref

Sidney Lopes

Prefeito de Maceió tem até o dia 4 de fevereiro para responder reivindicação de servidores

Servidores públicos municipais pedem 16,10% para reposição salarial em 2019

Todos os sindicatos integrantes do Movimento Unificado dos Servidores Públicos do Município de Maceió já enviaram ofício para a Prefeitura Municipal de Maceió com o requerimento dos 16,10% para o reajuste salarial em 2019. O percentual é referente ao Índice Nacional de Preços do Consumidor (IPCA) de 2018, que foi de 4,17%; e às perdas salariais dos anos de 2015, 2016, 2017 e 2018.

O prazo para o prefeito de Maceió, Rui Palmeira (PSDB), se pronunciar sobre o pedido da categoria é até segunda-feira (4), às 9h dia em que está marcado a próxima Assembleia Geral do Movimento Unificado no auditório do Sindicato dos Bancários, Rua Barão de Atalaia, nº50, Centro.

Assembleia Geral Unificada no dia 17 de janeiro de 2019

De acordo com o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos do Município de Maceió e Região Metropolitana do Estado de Alagoas (Sindspref), Sidney Lopes, a mesa de negociação com a Prefeitura de Maceió está sendo cobrada desde a primeira semana de janeiro.

“A data-base do servidor público municipal de Maceió é janeiro, por isso é necessário que o prefeito de Maceió, Rui Palmeira, não enrole o trabalhador municipal e só libere a mesa de negociação no meio do ano. Temos plena consciência dos nossos direitos, por isso estamos o cobrando de forma clara e enfática, principalmente pois desde 2015 estamos acumulando perdas salariais”, esclarece Sidney Lopes.

Assembleia Geral
Movimento Unificado dos Servidores Públicos do Município de Maceió
Dia:  segunda-feira (04/02)
Hora: 9h – primeira chamada | 9h30 – segunda chamada
Local: Sindicato dos Bancários, Rua Barão de Atalaia, nº50, Centro

Servidores públicos de Maceió solicitam recomposição salarial de 16% para 2019

Por Victor Lima | Portal Gazetaweb.com

Em reunião na manhã desta quinta-feira (17), os servidores públicos de Maceió definiram uma recomposição salarial de 16,10% para as categorias, que alegam perda de direitos desde 2015. A assembleia, que aconteceu no auditório do Sindicato dos Bancários, contou com representantes do Sinteal, Sindprev, Sindnutri, Sindacs, Sindspref, além da CUT em Alagoas.

As categorias apontam que a porcentagem solicitada nesta recomposição foi realizada com base num cálculo de todas as perdas acumuladas pelos servidores ao longo dos últimos três anos.

Os sindicatos dizem que estão unidos desde janeiro de 2017 para fortalecer suas lutas, quando eles conseguiram sair de zero, que era a proposta feita pela prefeitura, para um reajuste de 3%. A pauta de agora solicita, além dessa recomposição salarial, o pagamento das progressões de carreira. Apesar de ser um direito garantido por lei, os servidores dizem que esses pagamentos não estão sendo realizados.

Cada categoria também tem negociações específicas. A Educação, por exemplo, reivindica adequações. “Exigimos adequação da hora-atividade, que não está sendo respeitada em todos os contratos. Também questionamos o formato do ponto eletrônico, que não está adequado à realidade das escolas, e, por fim, repudiamos o fechamento de escolas e a reestruturação da rede em geral, que só traz prejuízos para a população”, detalhou Consuelo Correia, presidente do Sinteal.

As lideranças relataram que os sindicatos estão fazendo um estudo das finanças do município. “Precisamos mostrar que tem margem para pagar o que temos direito”, disse Célio dos Santos, presidente do Sindprev.

As categorias, que reclamaram a ausência do prefeito em suas reuniões, informam que vão aguardar uma posição da Prefeitura de Maceió até o dia 31 de janeiro. Caso as negociações não avancem, eles afirmam que vão “tirar o sossego” do gestor municipal. A primeira mobilização está planejada para o dia 4 de fevereiro.

A Prefeitura de Maceió foi procurada para se manifestar sobre as demandas da categorias, mas até o momento não respondeu aos questionamentos.