Caos nas unidades de saúde de Maceió

Falta água, máscaras, álcool em gel e outros insumos básicos para preservar a saúde dos funcionários e da população

A fragilidade das Unidades Básicas de Saúde do município de Maceió foi exposta durante uma coletiva de imprensa realizada pelo Movimento Unificado da Saúde na manhã desta sexta-feira (20), no Sindicato dos Médicos de Alagoas (Sinmed/AL), no Trapiche. A comunicação ocorreu ao vivo pelo Instagram @sinmedalagoas e está disponível pelas próximas 24 horas.

Negligenciados pela Prefeitura de Maceió, os servidores públicos pedem respeito à vida durante a pandemia de Covid-19. Para o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos do Município de Maceió e Região Metropolitana do Estado de Alagoas (Sindspref), Sidney Lopes, o que acontece em Maceió é um absurdo.

“Em meio a tantos cuidados para evitar a transmissão do coronavírus, o prefeito Rui Palmeira  não faz nada nem pelos trabalhadores da área de saúde, nem pelo povo que necessita de cuidados. Em vez disso, sua gestão tenta enganar o povo dizendo que os sindicatos estão mentindo. Sr. secretário de saúde, se levante da sua cadeira e vá lá para os postos de saúde, que estão sem água, sem equipamentos de proteção individual. Infelizmente, se essa situação continuar todos devem paralisar suas atividades para o problema não ficar maior!”, explica Sidney.

A vice-presidente do Sindicato dos Médicos de Alagoas (Sinmed/AL), Sílvia Melo, explicou que a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) informa ter todo o equipamento de proteção individual (EPI) e materiais de higienização para abastecer Alagoas, mas não está chegando nos postos de Maceió. Ela também denuncia a falta de água em muitos locais.

“Estamos aqui para externar nossa indignação do apelo dos colegas nas unidades de saúde de Maceió, que estão reclamando da falta de EPI, como álcool gel e máscaras, além da falta de água. Todos os postos do Benedito Bentes sem água. E os profissionais de saúde estão sendo obrigados a trabalharem nessas condições. Queremos uma explicação do secretário de Saúde!”, explica Silvia.

Durante a live, duas seguidoras falaram que a Unidade de Saúde Hamilton Falcão, no Conjunto Benedito Bentes, vive o descaso, sem água, sem condições de atendimento e todos os profissionais na linha de frente, expostos ao coronavírus.

“Ficamos presos na unidade sem água e não temos respaldo para nos afastar. Unidade Hamilton Falcão pede socorro”, diz leinha.fs

Sílvia Melo pediu para que as pessoas só se desloquem para as unidades de saúde em caso de real urgência, as consultas eletivas, aquelas que não são de emergência não irão ocorrer.

Se os gestores municipais não fizerem esforços para melhorar a qualidade do atendimento à saúde dos maceioenses, na segunda-feira (23) todos os trabalhadores da área irão parar suas atividades até que medidas emergenciais para conter o COVID-19 sejam realizadas.

CASOS EM ALAGOAS

A Secretária de Estado da Saúde (Sesau) divulgou quatro casos com coronavírus confirmados em Maceió, todos importados, ou seja, em pessoas que tiveram passagem por países como Itália, Estados Unidos, Portugal, Espanha, Marrocos e Inglaterra.

De acordo com o secretário da Saúde de Alagoas, Alexandre Ayres, todos estão em isolamento domiciliar. “Todos estão com sintomas leves, em isolamento domiciliar desde que entraram para o hall de casos suspeitos”, informa Alexandre.

 

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