Presidente do Sindspref propõe outras formas de redução de despesa para Prefeitura de Maceió

Sidney Lopes repudia suspensão do 13° dos servidores públicos municipais de Maceió e mostra outras articulações, que podem ser realizadas para não prejudicar o trabalhador

 

O secretário municipal de economia de Maceió, Felipe Mamede, informou na manhã de quarta-feira (15), a suspensão do pagamento da parcela do 13º dos servidores públicos municipais, que fazem aniversário nos meses de março e abril. O pretexto para deixar de pagar o trabalhador, foi de que a arrecadação do município caiu 10% em março, e ele tem uma previsão para uma diminuição de 30%, em abril.

O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos do Município de Maceió e Região Metropolitana do Estado de Alagoas ( Sindspref), Sidney Lopes, ficou indignado com a atitude da equipe do prefeito Rui Palmeira (PSDB), e repudiou a ação, ao mesmo tempo em que revelou outras formas de garantir o direito da categoria.

 

“Primeiro o prefeito e seus secretários deveriam fazer um planejamento para redução de despesas incluindo redução de contratos, corte de cargos comissionados, estagiários e de terceirizados. Só depois de enxugar a folha de pagamento, ele deveria pensar em tomar uma atitude como essa. As pessoas se programam para utilizar esse dinheiro, e não é justo que só o trabalhador seja prejudicado, enquanto grandes empresários ficam resguardados por seus compadres políticos”, revela Sidney.

 

Fora todas essas questões, a Lei de Responsabilidade Fiscal não autoriza o Executivo Municipal a usar do seu poder para prejudicar os direitos do servidor público ao seu 13º, apenas em último caso, e um relatório orçamentário e financeiro do Município de Maceió feito pelo contador da Massayó Contabilidade, Diego Farias de Oliveira, a pedido do Movimento Unificado dos Servidores Públicos do Município de Maceió, revelou em março de 2020, que a Prefeitura Municipal de Maceió acumula um Superávit Primário de R$270,4 milhões.

“Sabemos muito bem que o Rui Palmeira tem muito dinheiro em caixa e tem outras opções, sem ter que mexer no dinheiro do servidor; ele ainda terá aporte do Governo Federa, quel vai enviar recursos para enfrentamento do coronavírus, e além disso tudo as despesas nos locais de trabalho foram reduzidas e em contrapartida as despesas nos lares dos servidores aumentaram. Ao meu ver essa é só mais uma forma de desvalorizar e perseguir o servidor público municipal”, expõe Sidney Lopes.

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *