Contra a exploração do trabalhador

O Dia do Trabalho vai além de qualquer comemoração das conquistas trabalhistas, é um símbolo de união contra a exploração dos trabalhadores. Esse ano, as ruas não estarão tomadas por trabalhadores e trabalhadoras, pois o isolamento social é necessário. Mas tenham certeza, que por parte dos sindicatos, a nossa luta principal não será calada, não será esquecida e muito menos desmerecida. 

Neste momento, todos os trabalhadores devem se unir na internet, nas redes sociais contra a perda dos seus direitos, de seus valores, de sua dignidade. E devemos denunciar!

Denunciar a indiferença dos grandes empresários, que encheram seus bolsos com empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e hoje, querem demitir seus funcionários ou reduzir seus salários, pois seus lucros não são os mesmos.

Denunciar os governos municipais, que colocam seus profissionais da saúde para trabalharem em postos de saúde sem o mínimo de condições sanitárias essenciais para combater a transmissão do covid-19. E mesmo, “matando a cobra e mostrando o pau”, são desqualificados pelos secretários de Saúde.

As administrações de hospitais públicos e privados, que deixam técnicos de enfermagem descansarem no chão, por falta de acomodação necessária. Da mesma forma, colocam outras dezenas de profissionais em quartos amontoados.

Hoje, os profissionais da saúde, estão literalmente trocando a sua saúde e a da sua família para que outras pessoas fiquem bem. Em troca recebem a suspensão do seu 13º por parte da Prefeitura de Maceió, ou o aumento da alíquota em 14% na sua previdência por parte do Governo de Alagoas.

Em meio a tudo isso, os profissionais da educação também são prejudicados. Trabalham horas a fio, devido a cobranças de escolas públicas ou particulares para fazerem tudo online, enquanto outros que não podem realizar suas atribuições são cobrados, que criem relatórios de teletrabalho para que seus salários não sejam cortados. (Tudo para já, para ontem)

Até quando, vamos ficar submetidos a ganância dos políticos, que usam de atribuições de calamidade pública para cortar salários, cortar direitos, encher o bolso de seus afiliados políticos, e sem perder absolutamente nada! Cadê que eles usam o dinheiro do fundo político e partidário para o enfrentamento da crise? São quase 3 bilhões de reais. Onde está a sensibilidade em cortar seus salários e benefícios, já que nenhum precisa se deslocar para seus trabalhos?

Vivemos em um Brasil de políticos indiferentes aos problemas da população, enquanto o povo mendiga dinheiro em filas quilométricas durante uma pandemia com necessidade de isolamento social, o presidente Jair Bolsonaro desdenha as famílias que perderam seus entes queridos.

A crise sanitária também mostra a crise política e social em que vivemos, o egoísmo, a falta de equidade perpetua as diferenças, e nessa história quem se prejudica são os trabalhadores e trabalhadoras, que se percebem sem emprego, sem renda e sem perspectiva.

Sidney Lopes,
Presidente do Sindspref

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