Trabalhadores e estudantes são os mais prejudicados com aumento de passagem de ônibus em Maceió

Presidente do Sindspref condena atitude do Conselho Municipal do Transporte Coletivo de Maceió

 

Presidente do Sindspref, Sidney Lopes

Se sancionada pelo prefeito de Maceió, Rui Palmeira (PSDB), a passagem de ônibus em Maceió passará de R$3,65 para R$4,10. Esse aumento de R$0,45 foi fruto de uma reunião escusa entre os feriados de natal e ano novo, na manhã de quinta-feira (26), em que o Conselho Municipal do Transporte Coletivo de Maceió aprovou o reajuste de 12,16% na tarifa dos ônibus municipais, com 10 votos a favor, contra 3.

O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos do Município de Maceió e Região Metropolitana do Estado de Alagoas (Sindspref), Sidney Lopes, condena a postura dos dez conselheiros, que votaram a favor do aumento da tarifa para ser praticada em 2020. Para ele, essas pessoas estão privilegiando os interesses dos empresários em detrimento dos trabalhadores e estudantes, que dependem diariamente do transporte coletivo.

“Se Rui Palmeira sancionar esta tarifa absurda, teremos mais um exemplo de má conduta com o trabalhador maceioense. Quem mais depende dos ônibus são os trabalhadores e estudantes, que já sofrem com um serviço precário e agora terá que pagar mais para bancar privilégios para empresários?! Isso não existe”, ressaltou Sidney Lopes.

Conselho Municipal do Transporte Coletivo de Maceió aprovou o reajuste de 12,16% na tarifa dos ônibus municipais | Foto: SMTT

Diante da ameaça do aumento da tarifa, foram realizados dois protestos coordenados pela Federação das Associações de Moradores e Entidades Comunitárias de Alagoas (Famecal) na segunda-feira (6). O presidente do Sindspref saúda os envolvidos, pela coragem e disposição para se fazer ouvir.

“Muitos condenam o bloqueio de pistas em forma de protestos, ninguém gosta de ficar parado horas a fio em um engarrafamento. Mas em algumas situações é necessário, se as pessoas não se unirem, não protestarem, infelizmente os políticos passam por cima das suas necessidades e aumentam de forma cínica serviços necessários para a população, principalmente para o trabalhador”, reforça Sidney Lopes.

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